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domingo, 28 de agosto de 2011

A Escolha do Psicólogo

Se você procura um dentista e não gosta do atendimento, o que você faz? Vai procurar um outro dentista ou continuar com dor de dente para o resto da vida? Provavelmente, vai procurar até encontrar um bom profissional.
Se você precisa de um cardiologista e ao ser atendido você não gostou da consulta ou não sentiu confiança no profissional, o que você faz? Provavelmente vai procurar um outro cardiologista.
Entretanto, muitas pessoas quando precisam de um psicólogo e ao buscarem ajuda não gostam do tratamento ou do profissional, acabam não querendo mais fazer o tratamento. Por que não procurar um outro psicológo para se tratar, se você continua precisando?
A escolha do psicólogo é uma tarefa ainda mais difícil que a busca por outros profissionais de saúde. Primeiramente, como as consultas são no mínimo uma vez por semana, você precisa se sentir bem de estar com aquela pessoa, ou seja, precisa ter empatia com o profissional. Mas como toda relação, nem sempre essa afinidade vai acontecer na primeira consulta. Então é necessário insistir, persistir para que aos poucos você conheça melhor aquela pessoa, seu jeito de trabalhar, seu profissionalismo e adquira confiança, respeito e até descobrir uma afinidade que nem sempre vai ficar tão clara nas primeiras consultas.
E se depois de muitas consultas, mesmo assim você não gostar do seu tratamento ou do profissional? Primeiro: Converse com ele sobre o que você não está gostando, isso vai ser bom para você e para ele também. Se após esta conversa as coisas não melhorarem, não desanime, não sinta-se culpado, você tem o direito de procurar outro profissional. Não fique com preguiça ou sem paciência de começar a contar sua história toda de novo desde o início. Cada vez  que se conta uma história contamos de forma diferente e assim você pode lembrar de outros detalhes que você não havia comentado com o outro profissional.
Além disso, muita gente não sabe, mas existem várias técnicas diferentes de terapia, algumas delas são: cognitivo comportamental, psicanálise, gestalt, lacaniana, corporal, ludoterapia e outras. Você precisa pesquisar antes para saber qual o tipo é mais conveniente para o seu caso, converse com o próprio psicólogo sobre isso na primeira consulta, deixe bem claro o tipo de técnica que você procura e principalmente se informe a respeito da formação, especialização e experiência do profissional naquela técnica. Ou ainda se foi recomendado por um médico psiquiatra, peça a opinião dele sobre qual a técnica mais indicada para você. 
Nos dias atuais a tendência é o psicólogo utilizar um pouco de cada técnica de acordo com a necessidade daquele momento do paciente. Porém em alguns casos é fundamental uma técnica específica. Vale lembrar que ter especialização, pós-graduação ou extensão em um determinado tipo de psicoterapia, não significa propriamente que a técnica está sendo bem utilizada e aplicada nas sessões, por isso a importância de se entender como funciona, para poder certificar se está sendo bem executada.
Fazer psicoterapia pode ser trabalhoso, ter que ir toda semana, encontrar o profissional certo, as vezes até mesmo pagar o tratamento e mais ainda, tocar em assuntos que nem sempre você gostaria de mexer naquela hora, mas que pode ser fundamental para o fim de seu sofrimento.
É  importante ressaltar que na escolha de um profissional competente, você saiba que um bom psiquiatra não fala mal dos psicólogos e da terapia e ao mesmo tempo um bom psicólogo não fala mal dos médicos psiquiatras e dos remédios. Se o seu médico diz que psicoterapia não adianta nada, que é conversinha ou enrolação, mude imediatamente de psiquiatra. Se o seu psicólogo diz que os médicos só querem dopar você, te encher de remédio controlado ou te deixar dependente, troque imediatamente de psicólogo.
A saúde mental já luta para mostrar sua importância e salvar a vida das pessoas e não pode ser levada como um fanatismo religioso, charlatanismo, terrorismo, extremismo radical, como fazem alguns profissionais, na tentativa de se promover, polemizando com posições ideológicas e filosóficas, para conquistar notoriedade. Estes deveriam ser banidos por seus Conselhos e Òrgãos de Classe, por denegrirem a imagem da profissão e dificultarem que os psicólogos sejam valorizados, encarados com seriedade e alçados a uma das principais e mais importantes profissões que existem para o bem da humanidade. 
As pesquisas científicas de credibilidade internacional apontam que os dois tipos de tratamento, conjuntamente, são fundamentais na maioria dos casos de doença, portanto estes profissionais que alimentam ¨rixas¨ entre classes, e emitem suas opiniões pessoais como verdades científicas, são antiéticos e mal preparados tecnicamente, não valorizando a ciência e as premissas mundialmente protocoladas para a saúde mental segundo a Organização Mundial de Saúde, maior autoridade em saúde no mundo.  
A psicologia é uma das profissões mais difíceis do mundo, pois é preciso muita técnica e perícia para mexer delicadamente, com o infinito de propriedades do órgão mais complexo do corpo humano: O cérebro e a estrutura da mente humana.
O cérebro é o único órgão com uma terceira propriedade além da física e da química: O psicológico. E nesta coexistência, mexer com o psicológico é mexer com todo o corpo.
O cérebro é o regulador, o verdadeiro ¨centro de comando¨ de todos os sistemas e aparelhos do corpo, por esta razão é chamado de Sistema Nervoso ¨Central¨, suas inervações enviam comandos a todos os orgãos. 
Portanto, este altíssimo grau de complexidade, faz com que não seja tarefa simples, achar um bom profissional.
Concluindo, a psicoterapia é um dos melhores, mais eficazes, sérios e importantes tratamentos em saúde de uma forma geral. Cuidar do corpo e dos orgãos sem cuidar da mente é perda de tempo. Grande parte das doenças que as pessoas vivem se tratando nos médicos, tem forte ligação com estresse emocional e quando ignora-se esta íntima relação do psicológico com o físico, o resultado é uma busca incessante pelos médicos e por uma cura que pode estar dentro de você mesmo, aparentemente invisível, escondido no infinito do seu cérebro.

Fonte: PNAP - Dr. Paulo André Issa - http://pauloandreissa.com/blog/2010/02/a-escolha-do-psicologo/comment-page-1/#comment-1813 

sábado, 27 de agosto de 2011

Manipulamos lembranças para evitar sofrimento, indica estudo

Nossas expectativas para o futuro podem mudar a forma como nos lembramos do passado? Segundo estudo publicado pelo Journal of Experimental Psychology a resposta é sim: lembramos experiências desagradáveis com mais intensidade se sabemos que a situação poderá se repetir. Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, na Pensilvânia, e da Universidade de Nova York desenvolveram sete experimentos para avaliar como os planos das pessoas moldam suas recordações.
Em um dos testes 30 voluntários foram expostos ao ruído de um aspirador de pó por 40 segundos. Em seguida, os pesquisadores disseram a 20 participantes que o estudo seria repetido. Aos demais foi informado que o trabalho havia terminado.
Após essas orientações os voluntários deveriam classificar seu nível de irritação em relação ao ruído. Todos os que esperavam ouvir o barulho novamente o consideraram mais desagradável. Os outros seis experimentos, que também envolveram estímulos incômodos, levaram aos mesmos resultados.
O psicólogo comportamental Jeff Galak, da Universidade Carnegie Mellon, sugere que essa forma negativa de evocar um acontecimento seja uma maneira de amenizar o sofrimento futuro. Os pesquisadores acreditam que entender esses mecanismos pode ajudar em casos de transtorno de estresse pós-traumático.

sábado, 20 de agosto de 2011

Mulheres alcoolistas

Situação mais ou menos comum para o voluntário do CVV é apoiar homens alcoolizados, principalmente nos finais de semana. Entretanto, há algum tempo percebemos uma mudança significativa nesse panorama: mulheres também começam a telefonar em "visível" estado de embriaguez.
Endossando esta constatação, a Folha de S. Paulo, de 03 de setembro de 2007, num artigo de autoria da jornalista Cláudia Collucci, intitulado Cresce Alcoolismo entre mulheres, chama atenção para esse fato responsável por sérios prejuízos à saúde da mulher.
Diz a reportagem que "o número de mulheres dependentes do álcool que procuram tratamento cresceu 78% nos últimos três anos no estado de São Paulo, segundo levantamento em unidades públicas de saúde".
Pesquisas indicam que, em 20 anos, aumentou muito a proporção de mulheres alcoolistas no país. Era uma mulher para cada dez homens. Agora é uma para três. Além disso, o organismo feminino metaboliza o álcool de forma diferente da dos homens e, por isso, elas sofrem mais rápido os efeitos nocivos da bebida.
Para os especialistas, a mudança do estilo de vida das mulheres, que as deixa sobrecarregadas de trabalho e estressadas é um dos fatores preponderantes para o aumento do alcoolismo entre elas.

O fenômeno preocupa por dois motivos:

a) a mulher é mais vulnerável ao álcool e tem problemas mais cedo;
b) a indústria de bebida tem investido em propagandas para elas.
Estudo da Secretaria Estadual da Saúde mostra que o número de mulheres dependentes nos Centros de Atenção Psicossocial passou de 17.816 (2004) para 31.674 (2006).
O psiquiatra Sérgio Ramos, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas, diz que os homens levam 15 anos para ter problemas no fígado e as mulheres, cinco. As alcoolistas também sofrem mais riscos de desenvolver doenças cardiovasculares, câncer de mama, osteoporose e distúrbios psiquiátricos que podem levá-las à ideação suicida e até mesmo a perpetrar o ato.

Uso do Facebook pode deixar adolescentes narcisistas, afirma estudo

Um estudo sobre o uso em excesso do Facebook por adolescentes apontou que os jovens podem desenvolver traços narcisistas, ter comportamento antissocial e tendências agressivas. Os problemas, segundo a pesquisa do professor de psicologia da Universidade da Califórnia Dr. Larry Rosen, foram observadas entre os mais de 1 mil adolescentes entrevistados para o trabalho.
Ele enviou mais de mil questionários por computador e observou 300 adolescentes por 15 minutos usando o computador. O estudo aponta que, além de os jovens que mais usam a rede social apresentarem traços narcisistas, eles também tiveram problemas psicológicos, comportamentos antissociais, manias, tendências agressivas, distúrbios do sono, dores de estômago, ansiedade e depressão.
Ainda, Rosen afirma que os jovens tiveram queda nas notas escolares e perda na atenção durante as aulas.
Entretanto, o pesquisador aponta que os jovens que usam a rede social conseguiram desenvolver o que ele chama de "empatia virtual". Ao conversar com amigos, os adolescentes conseguem passar empatia, o que é bem recebida pelos jovens, tendo grande influência no seu humor.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Manipulamos lembranças para evitar sofrimento

   Nossas expectativas para o futuro podem transformar a maneira como nos lembramos do passado? 
   Uma pesquisa publicada pelo Journal of Experimental Psychology sugere que a resposta é sim: lembramos experiências desagradáveis com mais intensidade se sabemos que a situação poderá se repetir. 
   Pesquisadores da Carnegie Mellon University e da New York University, nos Estados Unidos, desenvolveram sete experimentos para avaliar como os planos das pessoas moldam suas recordações. Em um desses testesm, 30 voluntários foram expostos ao ruído de um aspirador de pó por 40 segundos. Em seguida, os pesquisadores disseram a 20 participantes que o estudo seria repetido. Os demais foram informados que o trabalho havia terminado. Depois, os participantes da pesquisa eram orientados a classificar o seu nível de irritação em relação ao ruído. Todos os que esperavam ouvir o barulho novamente o consideraram mais desagradável do que para aqueles que acreditavam que o teste havia acabado. Os outros seis experimentos, que também envolveram estímulos incômodos, levaram a resultados bastante semelhantes.
   O psicólogo comportamental Jeff Galak, da Carnegie Mellon University, sugere que essa forma negativa de evocar um acontecimento seja uma maneira de amenizar o sofrimento futuro. Os pesquisadores acreditam que entender esses mecanismos pode ajudar em casos de transtorno de estresse pós-traumático.

Um em cada três bebedores abusivos se torna dependente de álcool


   Um estudo liderado pela psiquiatra Camila Magalhães Silveira, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, demonstrou pela primeira vez em números o risco de uma pessoa que abusa do álcool desenvolver a dependência pela substância.
   A taxa encontrada é bastante alta: um em cada três consumidores abusivos de álcool desenvolve a dependência crônica, popularmente conhecida como o alcoolismo propriamente dito.
   A pesquisa, feita com 5.037 pessoas na região metropolitana de São Paulo, foi publicada na Alcohol and Alcoholism, revista oficial do Conselho Médico em Álcool do Reino Unido.
   Muitas vezes pode parecer uma tarefa complicada realizar a distinção entre o uso moderado, o abuso e a dependência do álcool. No Brasil, é bastante comum o padrão de consumo conhecido como fiesta drinking, que se configura como o consumo exagerado nos fins de semana. O psicólogo Luciano Oliveira, em entrevista à Folha, comenta: "A cultura não é a do [beber] moderado, é a do ficar embriagado." Muitas vezes, é a partir desse consumo abusivo que vai se instalando a dependência química, uma dependência tanto fisiológica quanto psicológica.
   A psiquiatra Camila Silveira, comenta: "O diagnóstico de abuso é uma ótima oportunidade de reduzir o número de dependentes. As medidas para reverter o problema são mais fáceis [do que na dependência] e as taxas de sucesso, maiores". Por isso, é importante que as pessoas passem a ser mais atentas aos padrões de consumo de álcool, pois ao se detectar o abuso, medidas mais efetivas podem ser tomadas para se evitar a dependência, que acaba sendo um quadro muito mais difícil de ser tratado.

domingo, 7 de agosto de 2011

O efeito Google na memória





   Os mecanismos de busca na internet como o Google se tornam cada vez mais uma espécie de "memória externa" de nosso cérebro, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science, que revela que perdemos memória retentiva de dados, mas ganhamos habilidades de procura. Talvez você já tenha sentido um pouco desses efeitos no seu dia-a-dia, caso seja um usuário diário de internet como eu sou. Constantemente uso o Google para me lembrar, e sinto uma certa sensação de "segurança" de que encontrarei as informações nele quando precisar, não fazendo tanto esforço para memorizá-las.
   Educadores e cientistas já advertiam que o ser humano está se tornando cada vez mais dependente das informações on-line, mas até agora havia pouca pesquisa sobre esse fenômeno, assinala a psicóloga Betsy Sparrow, professora adjunta da Universidade de Columbia (Nova York) e principal autora do estudo.
   Foi justamente sua experiência pessoal - ao perceber que recorria com frequência à base de dados do portal de cinema IMDB para lembrar o nome de alguns atores - que a levou a analisar ainda mais os hábitos de estudo e aprendizado das novas gerações.
   Sparrow menciona o doutor em Psicologia Daniel Wegner e professor Universidade de Harvard, que há 30 anos já havia elaborado a teoria da "memória transacional", referente à capacidade de dividir o trabalho de lembrar certo tipo de informações compartilhadas.
   Como exemplo, ele apontava um casal em que o marido confia que a esposa lembre datas importantes, como consultas médicas, enquanto ela confia que ele lembre nomes de parentes distantes. Assim, ambos não duplicam informações nem "ocupam" memória.
   A partir disso, Sparrow se perguntou se a internet estava desempenhando esse papel também com todos os internautas, como uma grande memória coletiva. Junto com sua equipe, ela realizou uma série de experimentos com mais de 100 estudantes de Harvard para examinar a relação entre a memória humana, a retentiva de dados e a internet.
   A equipe descobriu que, quando os participantes não sabiam dar respostas às perguntas, automaticamente pensavam em seu computador como o lugar para encontrar as informações necessárias.
   Os pesquisadores descobriram que, se os estudantes sabiam que as informações poderiam estar disponíveis em outro momento ou que poderiam voltar a buscá-la com a mesma facilidade, não lembravam tão bem da resposta como quando achavam que os dados não estariam disponíveis.
   Outro dos padrões de comportamento indicados no estudo é que as pessoas não lembram necessariamente como obtiveram certas informações. No entanto, tendem a lembrar onde encontraram os dados que precisam quando não são capazes de lembrar exatamente as informações.
   O estudo "Google Effects on Memory: Cognitive Consequences of Having Information at Our Fingertips" indica que a população começou a usar a internet como seu "banco pessoal de dados", em um fenômeno chamado "efeito Google", e os computadores e mecanismos de busca on-line se transformaram em uma espécie de sistema de "memória externa".
   A profª Sparrow diz que não ficou surpresa ao constatar que cada vez mais pessoas não memorizam dados porque confiam que podem consegui-los com suas habilidades de busca. Hoje, cada vez mais se faz necessário aprender a utilizar os mecanismos de busca de forma eficiente, buscando com os termos certos para se conseguir as informações que se procura.
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